Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.
O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão "sobrando" na atmosfera em 2020.
Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.
O recado foi dado hoje pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado "The Emissions Gap" ("A Lacuna das Emissões").
O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.
Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.
O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente --ou seja, a soma de todos os gases-estufa "convertidos" no potencial de aquecimento do CO2.
Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. "Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100", disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.
SEM SOLUÇÃO
A implementação estrita do acordo também não resolve: as emissões globais cairiam para 52 bilhões de toneladas, ainda uma China de distância da meta de 2ºC.
Por "implementação estrita" os pesquisadores querem dizer duas coisas. Primeiro, as nações estão contando duas vezes emissões cortadas na área florestal. Se um país pobre planta florestas para vender créditos de carbono a um país rico, a dedução deveria estar apenas na conta do país rico. Mas costuma estar na de ambos.
"Na própria lei brasileira do clima está escrito que as reduções de emissão podem ser obtidas por MDL [venda de créditos de carbono para nações ricas]", diz Ribeiro.
Outro ponto espinhoso é a venda de créditos em excesso por países como a Rússia, cujas emissões já são menores que as metas de Quioto. O país ficou com créditos sobrando.
Fonte: Folha.com
Inventário de Emissões de GGE - Licenciamento - Terceirização de Departamentos / Secretarias Ambientais - Auditoria Ambiental - Projetos de Eficiência Energética - Assessoria em Sustentabilidade
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Prana Ambiental realiza treinamento no hotel Vitória NewPort Residence
No dia 17 de novembro, a Prana Ambiental realizou um treinamento que faz parte dos serviços de Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, no hotel Vitória NewPort Residence, em Campinas.
O treinamento, que tinha como objetivo conscientizar os funcionários do hotel sobre os problemas relacionados com o meio ambiente, foi ministrado pela bióloga Marjorie Rodrigues e abordou o tema Consumo e Resíduos Sólidos.
O treinamento, que tinha como objetivo conscientizar os funcionários do hotel sobre os problemas relacionados com o meio ambiente, foi ministrado pela bióloga Marjorie Rodrigues e abordou o tema Consumo e Resíduos Sólidos.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Mudança climática pode provocar invernos mais frios, afirma estudo
As mudanças climáticas poderão levar a invernos mais frios nas regiões do norte do planeta, de acordo com um estudo do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto sobre o Clima publicado nesta terça-feira (16).
O principal autor do estudo, Vladimir Petoukhov, afirma que a diminuição do gelo marinho no Ártico oriental causa aquecimento regional dos níveis inferiores da atmosfera e pode levar a anomalias nas correntes atmosféricas, deflagrando um resfriamento geral dos continentes do norte.
“Essas anomalias podem triplicar a probabilidade de extremos de inverno frio na Europa e no norte da Ásia”, disse ele. “Invernos severos recentes, como o do ano passado ou o de 2005/2006, não são conflitantes com o painel do aquecimento global, mas suplementares.”
Petoukhov, cujo estudo se chama “Um elo entre a redução do gelo marinho de Barents-Kara e os extremos frios do inverno nos continentes do norte”, disse em um comunicado que o aquecimento do ar sobre o Mar de Barents-Kara parecia levar ventos frios invernais para a Europa.
“Isso não é o que se esperaria”, afirmou Petoukhov. “Quem quer que pense que a retração de um gelo marinho distante não o afete pode estar errado.”
O painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o aumento das temperaturas globais trará mais enchentes, secas, ondas de calor e a elevação do nível dos oceanos.
Fonte: G1.com.br
O principal autor do estudo, Vladimir Petoukhov, afirma que a diminuição do gelo marinho no Ártico oriental causa aquecimento regional dos níveis inferiores da atmosfera e pode levar a anomalias nas correntes atmosféricas, deflagrando um resfriamento geral dos continentes do norte.
“Essas anomalias podem triplicar a probabilidade de extremos de inverno frio na Europa e no norte da Ásia”, disse ele. “Invernos severos recentes, como o do ano passado ou o de 2005/2006, não são conflitantes com o painel do aquecimento global, mas suplementares.”
Petoukhov, cujo estudo se chama “Um elo entre a redução do gelo marinho de Barents-Kara e os extremos frios do inverno nos continentes do norte”, disse em um comunicado que o aquecimento do ar sobre o Mar de Barents-Kara parecia levar ventos frios invernais para a Europa.
“Isso não é o que se esperaria”, afirmou Petoukhov. “Quem quer que pense que a retração de um gelo marinho distante não o afete pode estar errado.”
O painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o aumento das temperaturas globais trará mais enchentes, secas, ondas de calor e a elevação do nível dos oceanos.
Fonte: G1.com.br
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Estudo mostra que é possível reduzir em 80% a emissão de gases de efeito estufa gerados pelos resíduos no país, até 2030
Os “Cenários de Referência” das emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE do setor de resíduos no país mostram a tendência de elevação das emissões de 63 para 99 [106tCO2e] (milhões de toneladas de CO2 equivalente) no período entre 2010 e 2030, o que significa um aumento percentual da ordem de 57%. O “Cenário de Baixo Carbono” mostra que é possível evitar emissões no ano de 2030, passando das previstas 99 para 18 [106tCO2e], ou aproximadamente 80% de redução. Essa foi uma das principais conclusões apresentadas, em 12.11, no auditório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, em São Paulo, durante o seminário de “Lançamento do Estudo coordenado pelo Banco Mundial: Baixo Carbono para o Brasil”.
O evento contou com as exposições do eng. João Wagner Silva Alves, assessor da Presidência da CETESB, que apresentou o “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil – Resíduos”, e de Christophe de Gouvello, do Banco Mundial, que falou sobre os estudos de baixo carbono realizados em todo o país, com a coordenação e o apoio da instituição financeira, incluindo também os setores energético, de transportes, agropecuário e de florestas, e intitulado de “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil”. As duas publicações, que foram distribuídas ao público presente ao seminário, serão disponibilizadas em forma eletrônica, em breve, através do site do Programa Estadual de Mudanças Climáticas – Proclima, coordenado pela CETESB.
João Wagner explica que a expressão "Baixo Carbono" se refere às mudanças tecnológicas e comportamentais que devem ser induzidas pelo processo que visa mitigar as mudanças climáticas globais. Mantendo o desenvolvimento da economia mundial, a humanidade deve encontrar, dentre as tecnologias novas ou existentes, novos caminhos - aqueles de "Baixo Carbono", com emissões de GEE menores que as atuais. Com isso, deve ser implementado o desenvolvimento sustentável, que por ser de "Baixo Carbono", ameniza as mudanças climáticas globais. Ele complementa esclarecendo que, na expressão, a palavra "Carbono", deve ser interpretada como sendo todos os gases de efeito estufa. Dentre eles, o Dióxido de Carbono - CO2 que é o mais abundante e, por simplificação, muitas vezes apresentado apenas como "Carbono". Assim, "Baixo Carbono" significa menores níveis de emissões dos GEE.
Em especial, o estudo feito pela CETESB – escolhida pelo Banco Mundial e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, pelo “know-how” adquirido e desenvolvido por técnicos da Companhia nos últimos anos, em relação ao assunto, identifica as possibilidades de redução das emissões de GEE no setor de resíduos sólidos e líquidos no Brasil, considerando que deverão aumentar as quantidades totais geradas, em função, do crescimento populacional, e também que deverão aumentar as quantidades individuais produzidas, por conta do aumento da renda e, por consequência, do consumo.
Além das conclusões acima, outra definição importante a que se chegou é que a atividade mais relevante para se obter a desejada redução das emissões de GEE é simplesmente a queima do metano (CH4), gerado pelos aterros sanitários, com potencial de redução da ordem de 55 [106tCO2e]. O Cenário de Baixo Carbono do setor de resíduos, esgotos domésticos e efluentes industriais inclui a expansão dos sistemas anaeróbios (com ausência de oxigênio) de tratamento de esgotos domésticos e efluentes industriais, com a completa queima do CH4 gerado, reduzindo-se para zero as emissões pelo tratamento de esgotos e efluentes.
Em sua apresentação, Christophe de Gouvello comentou que o Brasil possui muitas oportunidades em relação à mitigação e a remoção das emissões de GEE na atmosfera. “Isso coloca o país na posição de um dos principais atores capazes de enfrentar o desafio representado pela mudança climática global. O presente estudo conseguiu demonstrar que toda uma série de medidas de mitigação e remoção de carbono são tecnicamente viáveis, e que já estão em curso esforços promissores”, afirmou. Mas ele fez um alerta: “Por outro lado, a implementação dessas medidas propostas exigiria grandes volumes de investimentos e de incentivos, que podem estar além de uma resposta estritamente nacional, exigindo suporte financeiro internacional. Além disso, para que o Brasil possa aproveitar todo o leque de oportunidades para mitigação das emissões de GEE não seriam suficientes mecanismos de mercado. Políticas públicas e planejamento seriam essenciais, como o gerenciamento da competição pela terra e a proteção das florestas no seu cerne”.
Ao que o secretário-adjunto da SMA, Casemiro Tércio Carvalho, também presente ao evento, complementou, enfatizando que o “Baixo Carbono entra na pauta das políticas públicas e que esses estudos vêm contribuir” com essas políticas no Estado de São Paulo. Ele ilustrou a importância dessa contribuição afirmando que as informações agora disponibilizadas poderão ajudar a indicar, por exemplo, quais os modais energéticos que o estado poderá adotar ou estimular.
Fonte: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.
O evento contou com as exposições do eng. João Wagner Silva Alves, assessor da Presidência da CETESB, que apresentou o “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil – Resíduos”, e de Christophe de Gouvello, do Banco Mundial, que falou sobre os estudos de baixo carbono realizados em todo o país, com a coordenação e o apoio da instituição financeira, incluindo também os setores energético, de transportes, agropecuário e de florestas, e intitulado de “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil”. As duas publicações, que foram distribuídas ao público presente ao seminário, serão disponibilizadas em forma eletrônica, em breve, através do site do Programa Estadual de Mudanças Climáticas – Proclima, coordenado pela CETESB.
João Wagner explica que a expressão "Baixo Carbono" se refere às mudanças tecnológicas e comportamentais que devem ser induzidas pelo processo que visa mitigar as mudanças climáticas globais. Mantendo o desenvolvimento da economia mundial, a humanidade deve encontrar, dentre as tecnologias novas ou existentes, novos caminhos - aqueles de "Baixo Carbono", com emissões de GEE menores que as atuais. Com isso, deve ser implementado o desenvolvimento sustentável, que por ser de "Baixo Carbono", ameniza as mudanças climáticas globais. Ele complementa esclarecendo que, na expressão, a palavra "Carbono", deve ser interpretada como sendo todos os gases de efeito estufa. Dentre eles, o Dióxido de Carbono - CO2 que é o mais abundante e, por simplificação, muitas vezes apresentado apenas como "Carbono". Assim, "Baixo Carbono" significa menores níveis de emissões dos GEE.
Em especial, o estudo feito pela CETESB – escolhida pelo Banco Mundial e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, pelo “know-how” adquirido e desenvolvido por técnicos da Companhia nos últimos anos, em relação ao assunto, identifica as possibilidades de redução das emissões de GEE no setor de resíduos sólidos e líquidos no Brasil, considerando que deverão aumentar as quantidades totais geradas, em função, do crescimento populacional, e também que deverão aumentar as quantidades individuais produzidas, por conta do aumento da renda e, por consequência, do consumo.
Além das conclusões acima, outra definição importante a que se chegou é que a atividade mais relevante para se obter a desejada redução das emissões de GEE é simplesmente a queima do metano (CH4), gerado pelos aterros sanitários, com potencial de redução da ordem de 55 [106tCO2e]. O Cenário de Baixo Carbono do setor de resíduos, esgotos domésticos e efluentes industriais inclui a expansão dos sistemas anaeróbios (com ausência de oxigênio) de tratamento de esgotos domésticos e efluentes industriais, com a completa queima do CH4 gerado, reduzindo-se para zero as emissões pelo tratamento de esgotos e efluentes.
Em sua apresentação, Christophe de Gouvello comentou que o Brasil possui muitas oportunidades em relação à mitigação e a remoção das emissões de GEE na atmosfera. “Isso coloca o país na posição de um dos principais atores capazes de enfrentar o desafio representado pela mudança climática global. O presente estudo conseguiu demonstrar que toda uma série de medidas de mitigação e remoção de carbono são tecnicamente viáveis, e que já estão em curso esforços promissores”, afirmou. Mas ele fez um alerta: “Por outro lado, a implementação dessas medidas propostas exigiria grandes volumes de investimentos e de incentivos, que podem estar além de uma resposta estritamente nacional, exigindo suporte financeiro internacional. Além disso, para que o Brasil possa aproveitar todo o leque de oportunidades para mitigação das emissões de GEE não seriam suficientes mecanismos de mercado. Políticas públicas e planejamento seriam essenciais, como o gerenciamento da competição pela terra e a proteção das florestas no seu cerne”.
Ao que o secretário-adjunto da SMA, Casemiro Tércio Carvalho, também presente ao evento, complementou, enfatizando que o “Baixo Carbono entra na pauta das políticas públicas e que esses estudos vêm contribuir” com essas políticas no Estado de São Paulo. Ele ilustrou a importância dessa contribuição afirmando que as informações agora disponibilizadas poderão ajudar a indicar, por exemplo, quais os modais energéticos que o estado poderá adotar ou estimular.
Fonte: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Energia solar pode ser financiada com taxa sobre o carbono, defende arquiteto
O estabelecimento de uma taxa sobre o carbono pode financiar o desenvolvimento da energia solar, segundo sugeriu na terça-feira, 9 de novembro, o arquiteto Norbert Lechner, professor da Faculdade de Arquitetura, Design e Construção da Universidade de Auburn, nos EUA, e autor do livro Heating, Cooling, Lighting: Sustainable Design Methods for Architects, considerada uma bíblia da arquitetura sustentável.
Lechner esteve no Brasil para participar do terceiro Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável, encerrado em São Paulo também na terça-feira, e concedeu entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. O arquiteto defendeu, entre outros pontos, que as negociações internacionais sobre o clima do planeta não são a resposta adequada para resolver o problema do aquecimento global. Ele julga ser mais eficaz que cada país estipule uma taxa sobre o carbono.
Ao ser perguntado sobre a viabilidade de uma "casa zero em energia", Lechner garantiu que a proposta é possível do ponto de vista técnico, o que justifica o número de projetos já existentes. "As construções zero em energia são baseadas em duas estratégias: eficiência energética e uso de energia renovável. Normalmente, o consumo de energia é reduzido em 80% por medidas de eficiência energética e os 20% que sobram podem ser produzidos por células fotovoltaicas, ou seja, energia solar. E esta pode se tornar economicamente viável se taxarmos o carbono", ressaltou o arquiteto.
No livro Heating, Cooling and Lightening, Lechner aponta que as construções são responsáveis por 48% de toda a energia consumida no mundo (40% para a manutenção dos prédios e 8% para a construção propriamente dita). Ele acredita que o mercado de projetos sustentáveis deverá crescer.
"A popularidade do sistema Leed (sistema de certificação) nos EUA indica um interesse crescente pelas construções sustentáveis. Muitos, senão a maioria, dos atores do setor de construção estão interessados no que chamamos 'green building' nem tanto por questões ideológicas, mas porque querem estar preparados para ganhar dinheiro com aquilo que acreditam ser o futuro do setor", argumentou.
Fonte: Eco Desenvolvimento
Lechner esteve no Brasil para participar do terceiro Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável, encerrado em São Paulo também na terça-feira, e concedeu entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. O arquiteto defendeu, entre outros pontos, que as negociações internacionais sobre o clima do planeta não são a resposta adequada para resolver o problema do aquecimento global. Ele julga ser mais eficaz que cada país estipule uma taxa sobre o carbono.
Ao ser perguntado sobre a viabilidade de uma "casa zero em energia", Lechner garantiu que a proposta é possível do ponto de vista técnico, o que justifica o número de projetos já existentes. "As construções zero em energia são baseadas em duas estratégias: eficiência energética e uso de energia renovável. Normalmente, o consumo de energia é reduzido em 80% por medidas de eficiência energética e os 20% que sobram podem ser produzidos por células fotovoltaicas, ou seja, energia solar. E esta pode se tornar economicamente viável se taxarmos o carbono", ressaltou o arquiteto.
No livro Heating, Cooling and Lightening, Lechner aponta que as construções são responsáveis por 48% de toda a energia consumida no mundo (40% para a manutenção dos prédios e 8% para a construção propriamente dita). Ele acredita que o mercado de projetos sustentáveis deverá crescer.
"A popularidade do sistema Leed (sistema de certificação) nos EUA indica um interesse crescente pelas construções sustentáveis. Muitos, senão a maioria, dos atores do setor de construção estão interessados no que chamamos 'green building' nem tanto por questões ideológicas, mas porque querem estar preparados para ganhar dinheiro com aquilo que acreditam ser o futuro do setor", argumentou.
Fonte: Eco Desenvolvimento
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
BM&FBovespa lança em dezembro índice baseado em emissões de CO2
A preocupação com o aquecimento global vem conquistando também o mercado financeiro. Na primeira quinzena de dezembro, a BM&FBovespa, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), lançará um índice baseado no grau de eficiência das emissões de gás carbônico realizadas pelas empresas brasileiras, o primeiro do gênero na América Latina. Batizado de Índice Carbono Eficiente (ICO2), o indicador dará mais peso aos papéis de companhias que emitem menos carbono em suas operações do que as demais de seu setor, dividindo a emissão em toneladas de CO2 em relação à receita das empresas. As ações das companhias pertencentes ao ICO2 farão parte de um fundo gerido pelo BNDES, que terá cotas para serem vendidas ao mercado.
Para elaborar o ICO2, a BM&FBovespa convidou as companhias que fazem parte do Índice Brasil 50 (IBrX-50), carteira composta pelas 50 ações mais líquidas negociadas na bolsa, para participar do novo índice. As empresas que aceitaram o convite transmitiram à BM&FBovespa as informações referentes às suas emissões de carbono. Para fazer parte do índice, no entanto, uma das condições é ter um inventário completo de emissões de carbono.
A bolsa não divulgou quais empresas estarão no ICO2. Fazem parte do IbrX-50, entretanto, gigantes como Natura, Bradesco, Cemig, Ambev, Santander e Pão de Açúcar. “Com a criação deste índice, a bolsa cumpre o papel de introduzir essa agenda (do aquecimento global) nas empresas. Tivemos uma resposta muito positiva das companhias convidadas (a participar do índice), o que mostra a maturidade do nosso empresariado”, afirma Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa.
A criação do ICO2 também surge para atender uma demanda do mercado. “Os investidores querem alocar mais recursos em investimentos sustentáveis. O ICO2 surge como uma ferramenta financeira para criar este portfólio”, diz Guilherme Magalhães Fagundes, gerente de Produtos ambientais, Energia e Metais. A lista de empresas que farão parte do ICO2 será apresentada primeiramente no Brasil e logo após na Conferência do Clima (COP-16) a ser realizada em Cancún, no México, de 29 de novembro a 10 de dezembro.
Fonte: Época Negócios
Para elaborar o ICO2, a BM&FBovespa convidou as companhias que fazem parte do Índice Brasil 50 (IBrX-50), carteira composta pelas 50 ações mais líquidas negociadas na bolsa, para participar do novo índice. As empresas que aceitaram o convite transmitiram à BM&FBovespa as informações referentes às suas emissões de carbono. Para fazer parte do índice, no entanto, uma das condições é ter um inventário completo de emissões de carbono.
A bolsa não divulgou quais empresas estarão no ICO2. Fazem parte do IbrX-50, entretanto, gigantes como Natura, Bradesco, Cemig, Ambev, Santander e Pão de Açúcar. “Com a criação deste índice, a bolsa cumpre o papel de introduzir essa agenda (do aquecimento global) nas empresas. Tivemos uma resposta muito positiva das companhias convidadas (a participar do índice), o que mostra a maturidade do nosso empresariado”, afirma Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa.
A criação do ICO2 também surge para atender uma demanda do mercado. “Os investidores querem alocar mais recursos em investimentos sustentáveis. O ICO2 surge como uma ferramenta financeira para criar este portfólio”, diz Guilherme Magalhães Fagundes, gerente de Produtos ambientais, Energia e Metais. A lista de empresas que farão parte do ICO2 será apresentada primeiramente no Brasil e logo após na Conferência do Clima (COP-16) a ser realizada em Cancún, no México, de 29 de novembro a 10 de dezembro.
Fonte: Época Negócios
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Brasil precisa substituir lixões por aterros até 2015
A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto e ainda sem regulamentação, terá como grandes desafios a gestão compartilhada, o prazo para substituição de lixões por aterros sanitários e a ampliação e melhoria da produtividade da coleta seletiva. As metas foram listadas hoje (8) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério.
O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, disse que a regulamentação da PNRS – que tinha prazo de 90 dias, contados a partir de 2 de agosto – será concluída até o fim deste governo e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministério já tem uma minuta do decreto e está discutindo o texto no governo e com entidades do setor de gestão de resíduos.
A lei prevê a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos e proíbe a manutenção de lixões em todo o país. Segundo Silvério, estados e municípios terão até agosto de 2011 para elaboração de planos de gestão de resíduos. Até 2015 o país terá que ter eliminado os lixões.
“O esforço inicial é para garantir a implementação de aterros. A lei dá quatro anos de prazo máximo para adequação de aterros e fim dos lixões”, disse o secretário durante apresentação no seminário Regulação e Gestão de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos: Aproveitamento Energético do Metano de Aterros Sanitários.
O governo deverá estimular projetos compartilhados entre municípios e estados e iniciativas intermunicipais, que têm custo operacional reduzido, se comparados com projetos individuais. Uma das orientações, segundo Silvério, será a criação de autarquias municipais ou intermunicipais de gestão de resíduos.
“Queremos estimular a formação de consórcios públicos para gestão, isso otimiza investimentos e permite planejamento e gastos compartilhados”, comparou.
Evitar que os aterros voltem a se transformar em lixões por falta de gestão também é umas das preocupações do governo. Entre as possibilidade para garantir a sustentabilidade financeira dos empreendimentos estão o aproveitamento do metano liberado pelo lixo para produção de energia e a criação de estímulos fiscais vinculados à manutenção dos projetos. “O país tem que ter uma meta para recuperação de energia em aterros a partir do gás metano. Os planos [estaduais e municipais] terão que contar com a perspectiva de recuperar energia dos aterros”, sugeriu Silvério.
Durante a apresentação, o secretário também apontou a necessidade de ampliação e melhoria da qualidade da coleta seletiva. Dos 5.565 municípios brasileiros, somente cerca de 900 têm o serviço de coleta seletiva. E a produtividade é baixa: apenas 12% do que é coletado é de fato reciclado, segundo Silvério.
Fonte: Planeta Sustentável
O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, disse que a regulamentação da PNRS – que tinha prazo de 90 dias, contados a partir de 2 de agosto – será concluída até o fim deste governo e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministério já tem uma minuta do decreto e está discutindo o texto no governo e com entidades do setor de gestão de resíduos.
A lei prevê a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos e proíbe a manutenção de lixões em todo o país. Segundo Silvério, estados e municípios terão até agosto de 2011 para elaboração de planos de gestão de resíduos. Até 2015 o país terá que ter eliminado os lixões.
“O esforço inicial é para garantir a implementação de aterros. A lei dá quatro anos de prazo máximo para adequação de aterros e fim dos lixões”, disse o secretário durante apresentação no seminário Regulação e Gestão de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos: Aproveitamento Energético do Metano de Aterros Sanitários.
O governo deverá estimular projetos compartilhados entre municípios e estados e iniciativas intermunicipais, que têm custo operacional reduzido, se comparados com projetos individuais. Uma das orientações, segundo Silvério, será a criação de autarquias municipais ou intermunicipais de gestão de resíduos.
“Queremos estimular a formação de consórcios públicos para gestão, isso otimiza investimentos e permite planejamento e gastos compartilhados”, comparou.
Evitar que os aterros voltem a se transformar em lixões por falta de gestão também é umas das preocupações do governo. Entre as possibilidade para garantir a sustentabilidade financeira dos empreendimentos estão o aproveitamento do metano liberado pelo lixo para produção de energia e a criação de estímulos fiscais vinculados à manutenção dos projetos. “O país tem que ter uma meta para recuperação de energia em aterros a partir do gás metano. Os planos [estaduais e municipais] terão que contar com a perspectiva de recuperar energia dos aterros”, sugeriu Silvério.
Durante a apresentação, o secretário também apontou a necessidade de ampliação e melhoria da qualidade da coleta seletiva. Dos 5.565 municípios brasileiros, somente cerca de 900 têm o serviço de coleta seletiva. E a produtividade é baixa: apenas 12% do que é coletado é de fato reciclado, segundo Silvério.
Fonte: Planeta Sustentável
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